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Você usa muito Omeprazol? Melhor tomar cuidado

Um medicamento muito usado em todo o mundo para tratar refluxo ácido, gastrite e úlceras estomacais está associado a uma doença ainda mais grave. De acordo com uma pesquisa da Universidade de Hong Kong e da University College London, as drogas do grupo de inibidores de bomba de próton (IBP), como o Omeprazol, Pantoprazol e lansoprazol, podem aumentar em até 2,4 vezes o risco de desenvolver câncer de estômago.

A descoberta já tinha sido identificada pelos acadêmicos, mas nunca em um estudo que em que se eliminou uma bactéria então suspeita pelo desenvolvimento da doença.  De acordo com os pesquisadores, depois que a bactéria Helicobacter pylori foi removida, o risco de câncer estomacal aumentou na mesma dosagem e duração do tratamento com medicamentos anti-refluxo.

TESTES

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Os pacientes que consumiam omeprazol diariamente tiveram câncer com frequência quatro vezes maior que os usuários semanais. Quem se tratou com a droga por mais de um ano se torna cinco vezes mais propenso a desenvolver a doença – de três anos em diante, oito vezes. Em média, o consumo de PPIs aumenta em duas vezes e meia o risco do paciente sofrer com um tumor em longo prazo.

É importante salientar que o estudo é estatístico: não foi encontrado um mecanismo bioquímico que explique por que, na prática, drogas como omeprazol são capazes de desencadear o problema. Além disso, a análise de uma enorme quantidade de prontuários impediu os pesquisadores de levarem em consideração variáveis específicas, como o consumo de álcool e tabaco. Ou seja: mesmo que os números – combinados à longa lista de estudos já disponíveis sobre os riscos dos PPIs – deem força à associação, você não precisa (nem deve) parar de usar o medicamento. Ainda há muita pesquisa pela frente

Para quem fez uso diário, o risco foi 4,55 vezes maior do que para aqueles que precisaram do remédio semanalmente. Quando ministrado por mais de um ano, o risco de câncer de estômago aumentou cinco vezes, enquanto as chances foram oito vezes maiores após três anos ou mais.

CAUTELA NO USO

O estudo recomenda aos médicos que tenham “cautela quando prescrevem IBP para uso de longo prazo, mesmo após a erradicação bem-sucedida de H plyori”.

Ao jornal “The Guardian” o professor de farmacoepidemiologia da London School of Hygiene and Tropical Medicine, Stephen Evans, disse que “muitos estudos observacionais encontraram efeitos adversos associados aos IBPs”.

“A explicação mais plausível para a totalidade da evidência sobre isso é que aqueles que recebem IBPs, e especialmente os que continuam a longo prazo, tendem a estar mais doentes de várias maneiras do que aqueles para quem esses remédios não foram prescritos.”

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