Início Geral Três Projetos de Lei pedem o fim do Horário de Verão

Três Projetos de Lei pedem o fim do Horário de Verão

O horário brasileiro de verão prossegue e ainda tem muita gente torcendo o nariz, como todos os anos. Mas parece que tem gente querendo mudar isso.

Esta é a 43ª edição do horário no país. A primeira vez ocorreu no verão de 1931/1932.

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Para muita gente, o mês de outubro vem acompanhado de um estresse extra: adiantar os relógios em uma hora. Os argumentos do governo giram em torno da economia de energia e redução da sobrecarga nas linhas de transmissão. Mas a ideia não agrada a quem precisa acordar mais cedo – às vezes antes de o sol nascer – para cumprir as tarefas do dia.

O fim do Horário de Verão em todo o território nacional é a proposta do Projeto de Lei 397/2007 de autoria do deputado federal Valdir Colatto (PMDB/SC) que tramita na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, com última movimentação em agosto deste ano.  O deputado afirma que não há estatística que justifique que o Horário de Verão traga ganhos para os horário-de-verão-434x330consumidores e para o país.

As alterações de horário ocasionam distúrbios orgânicos –  ocorrência de fadiga, dores de cabeça, confusão de raciocínio, irritabilidade, constipação e queda da imunidade.

Na internet, vários são os memes de pessoas descontes com o Horário de Verão.

Para o deputado,  os mais prejudicados são os trabalhadores rurais e àqueles que necessitam acordar de madrugada para trabalhar. O desconforto que a adoção deste horário acarreta, principalmente em latitudes mais baixas, é experimentado por todos que são obrigados a acordar mais cedo, incluindo as crianças.

Uma das medidas que podem solucionar o alto consumo de energia é o desenvolvimento de ações permanentes do governo que possam orientar e educar a população brasileira sobre o uso consciente de energia nos horários de ponta, das 18h30 às 21h30.

O deputado Colatto cita estudo médico sobre os malefícios do horário de verão (pelo médico, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Guilherme Honório Moreira). O especialista  constatou que uma hora a menos no nosso sono pode causar aumento do número de mortes nas estradas, piorar o controle do diabetes, diminuir o rendimento escolar, aumentar o erro profissional, além de tentar uma adaptação que nunca ocorre. “Está claro na pesquisa que quem paga a conta dessa medida é o Sistema Único de Saúde, o SUS, e a população”, alerta.

16 de fevereiro de 2019 Termina o horário de verão

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