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[ASSISTA] Grupo Transcender de Fernandópolis – Quebre o preconceito antes que ele quebre você

A melhor definição de TRANSCENDER vem do Aurélio: “elevar-se sobre ou ir além dos limites de; situar-se para lá de”, mas esse grupo vai além.

Amar. É por este direito que lutam milhões de pessoas ainda hoje. Esta foi uma, dentre tantas reflexões, que motivou a criação do grupo Transcender, que presta atendimento em Fernandópolis à população de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT).

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Em recente entrevista para a repórter Lívia Caldeira do Jornal o Extra, o grupo falou sobre as principais nuances e dificuldades que a comunidade passa, incluindo na cidade de Fernandópolis, que mesmo contanto com o apoio da Secretaria de Bem Estar Social ainda luta para quebrar estigmas.

A ideia é despertar a curiosidade, tanto que o grupo é aberto ao público em geral. Qualquer pessoa pode participar das reuniões, independente da sua orientação sexual, basta querer transcender limites, tabus e preconceitos.

 ASSISTA:

UMA VIDA  À MARGEM

Para a assistente social e integrante do grupo, Amanda Foly, a ideia surgiu da necessidade de dar visibilidade a uma comunidade que está à margem da sociedade.

“Nosso objetivo era suprir no município essa demanda, criar um espaço onde essas pessoas pudessem colocar suas dificuldades e necessidades, assim surgiu o grupo”, explica. Se trata de um espaço dedicado a orientação, reflexão, diálogo, debates e discussões.

Sobre o entendimento e as descobertas, a reportagem questionou: “Como foi o momento em que vocês se descobriram e se aceitaram? “

Mariangela: Acredito que a maior dificuldade foi eu mesma me aceitar, afinal, crescemos aprendendo que homem é quem nasceu homem e gosta de mulher e vice-versa. Muitos não entendem que não se trata de uma escolha, se fosse uma escolha, ninguém escolheria ser homossexual e enfrentar o medo, o ódio, a rejeição da sociedade e se sentir sozinho.

Rao: No meu caso, foi muito difícil essa fase, cheguei a perder um trabalho por conta disso e até tentei o suicídio. Por isso que o grupo Transcender é importante, buscamos ajudar quem está passando por esse momento, para que ele se torne menos difícil.

Bruno: Eu também demorei para de fato me assumir, foi aos 21 anos. Algumas pessoas acreditam que a homossexualidade ocorre por influência, se assim fosse, deveríamos todos ser héteros, afinal nascemos de um pai e uma mãe. 

SOBRE AS DIFICULDADES

Isaque: Infelizmente ainda hoje as pessoas LGBTs são rotuladas como portadoras de doenças, e têm uma imagem ligada a prostituição. O que ninguém para pensar é a origem deste problema, o motivo pelo qual muitos trans, por exemplo, não conseguem a plena inclusão, arrumar um emprego, ser aceito dentro da sociedade, o que os leva a marginalização.  

Rao: É difícil reverter esse quadro da prostituição, pois a própria sociedade os exclui e, ao mesmo tempo, a própria sociedade procura esse tipo de serviço e alimenta a prostituição

SOBRE A TAL CURA GAY

Alef: Não existe cura para o que não é doença. Sabe o que existe? Existe a falta de respeito com o próximo, existe a falta de acolhimento ao seres humanos, existe a falta de amor, existe o desrespeito à diversidade, existe política cheia de corrupção , existem ataques  homofóbicos, existe preconceito contra mulheres, negros,  idosos, a classe LGBT, religião e classe social, existe a falta de estrutura na educação,  na saúde e no trabalho, existem pessoas que distribuem  ódio gratuitamente ao invés de amor, existe ausência  da Paz mundial… Enfim, há tantas coisas que existem e estão presentes ao nosso redor mas, muitas vezes, tampamos os olhos para não enxergar a realidade e preferimos ver algo que não existe. Mas ainda acredito no amor, ele é a base para curar feridas e acabar com o ódio entra as pessoas. Ao invés de procurar reverter a orientação sexual dos outros, por que não procurar distribuir mais afeto, mais paz, mais amor?

Confira a entrevista completa no Jornal o Extra de Fernandópolis

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