Início Geral TERRA BRAZILIS: Justiça brasileira autoriza casamento de homem com duas mulheres

TERRA BRAZILIS: Justiça brasileira autoriza casamento de homem com duas mulheres

Você provavelmente deve ter ouvido falar no funcionário público, Leandro Joannattan da Silva Sampaio, de 33 anos, e também da dona de casa, Thais Souza de Oliveira, de 21, e a estudante de técnica em enfermagem, Yasmin Nepomuceno da Cruz, também de 21 anos. Mas se você não ouviu falar, calma que vamos explicar, eles são casados oficialmente, isso mesmo que você está lendo.

O caso ocorreu no Rio de Janeiro, no começo deste mês, e se marcou como o primeiro casamento poliafetivo permitido judicialmente no Estado carioca.

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Segundo informações do jornal O Globo, os três hoje moram em uma casa de um só quarto, mas pretendem aumentar a família: Yasmin quer ter um filho e pretende colocar todos os sobrenomes na certidão de nascimento da criança. O caso, no entanto, não é inédito no Brasil: em São Paulo, na cidade de Tupã, a Justiça reconheceu outro casamento entre um homem e duas mulheres em 2012.

Para Leandro, dividir a vida com duas mulheres – a desempregada Thais Souza de Oliveira, de 21 anos, e a agente de negócios Yasmin Nepomuceno da Cruz, de 21 anos –  é uma questão de hábito e maturidade. E olha que no caso dele são três mulheres, já que ele tem uma filha biológica de 2 anos com Thais.

“Minha mãe acha que é uma tarefa difícil. Mas é como digo para ela: é tudo uma questão de costume, de adaptação. Se você coloca três ou quatro cães que não se conhecem diante de um bife, eles vão se morder e brigar pelo bife, porque não conseguem se comunicar. Com o ser humano é diferente, a gente conversa e tenta se entender. Não vejo como não pode funcionar”, explica Leandro, que vive maritalmente com as duas mulheres na mesma casa há dois anos e meio.

Mesmo com a união oficializada entre os três, Leandro diz que o relacionamento não está livre de que mais uma pessoa integre a família. Mas, como heterossexual, diz que isso só será possível com uma mulher. Homem nem pensar.

“As meninas se curtem, então entrar uma outra mulher, não feriria ninguém. Mas sou hétero. Um outro homem não seria legal, iria causar desconforto. Não é preconceito, mas uma questão de gosto. E eu não gosto”, concluiu Leandro.

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