Início Zona Leste Fernandopolenses se armam com grafite para evitar sujeira de pichações

Fernandopolenses se armam com grafite para evitar sujeira de pichações

A professora Marcela Menezes, 34 anos, moradora há 6 anos no bairro Coester, zona leste de Fernandópolis, já perdeu as contas de quantas vezes pagou para pintar o muro e o portão da casa onde vive com a família. Nem mesmo a cor marrom escura afastou os pichadores.

No entanto, há dois meses, não há mais palavrões, protestos ou rabiscos. O vandalismo deu lugar à arte. De acordo com Marcela, o seu marido teve a ideia de contratar alguns grafiteiros para desenvolver um “trabalho de arte” no muro de sua residência.

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“Estávamos cansados de lutar contra os pichadores. Em um determinado dia, encontramos e perguntamos aos meninos (grafiteiros) o que precisava fazer para que o vandalismo no muro da nossa casa acabasse. Aí surgiu a ideia do grafite. Confesso que não conhecia muito bem a arte, mas como eu e meu marido somos jovens, adoramos a ideia”, destaca Marcela.

A arte que ilustra as paredes da casa de Marcela não é a única pelo Coester. Pelo contrário.

A reportagem percorreu algumas quadras do bairro e encontrou outra moradora que tem apostado no grafite na luta contra a pichação.

Ideia estranha A empresária Marlene Soares de Almeida, 52 anos, conta que a princípio achou estranha a ideia, mas ao perceber o resultado positivo que a amiga Marcela teve, não sofrendo mais com as pichações, resolveu ceder e também aderiu ao grafite em sua residência.

“Também estava cansada de pintar a entrada da residência após sucessivas pichações. Até agora, vem dando certo”, conta, animada.

Para o grafiteiro Márcio Calandez, o incentivo à utilização da arte urbana no lugar das pichações é uma maneira de deixar o ambiente urbano menos agressivo. Em sua opinião, a poluição visual em Fernandópolis, mesmo que pequena, atingiu níveis bem chamativos. Ainda segundo ele, o grafite se tornou eficaz, principalmente, na inibição do vandalismo, uma vez que o trabalho dos artistas, na maioria ex-pichadores, tende a possuir respaldo entre aqueles que ainda infringem a legislação.

“A cada dia alguns donos de empresa e de imóveis têm optado em ceder seus muros para o grafite, como forma de não terem mais problemas com pichações”, ressaltou.

Quem for pego pichando monumentos ou coisa tombada em virtude do seu valor histórico, artístico e arqueológico será autuado em flagrante e processado. Caso for condenado, o autor pegará uma pena de 6 meses a 1 ano de detenção. A pessoa também estará submetida ao pagamento de multa.

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