Início Geral DEEP WEB: Massacre em Suzano foi comemorado em fórum na internet

DEEP WEB: Massacre em Suzano foi comemorado em fórum na internet

Mensagem após atentado em grupo de ódio na deep web. No detalhe, Guilherme e Luiz Henrique (Montagem)
  

 Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25, articularam e expuseram os planos de ataque à escola estadual Raul Brasil em grupos de ódio na deep web, uma zona obscura da internet que usa dispositivos para garantir a privacidade e o anonimato na rede.

Foi nessa zona cinzenta da internet onde também foram articulados os ataques à professora universitária e blogueira feminista Lola Aronovovich – que resultou na condenação a 41 anos de prisão do hater Marcelo Valle Silveira -, e ao diparo que acertou uma mulher de 27 anos em Penápolis (SP). A editora-executiva da Fórum, Dri de Lorenzo, também já recebeu ameaças vindas de grupos misóginos da deep web.

Na reportagem, os jornalistas da Ponte dizem que Guilherme e Luiz Henrique eram frequentadores do Dogolachan, um dos mais conhecidos “chans”, que são fóruns de disseminação de ódio e incitação a crimes que opera na internet.

“O perfil dos frequentadores é o dos “incels”, os celibatários involuntários, homens que não conseguem fazer sexo e culpam as mulheres e o mundo por isso: são racistas, misóginos, homofóbicos e compartilham conteúdo pornográficos com predileção a pedofilia, além de incitarem o estupro”, explica a reportagem.

A divulgação dos nomes dos atiradores pela polícia foi comemorada pelos incels em uma série de postagens anônimas. “Descobriram o perfil do herói”, diz o usuário identificado como Sanctvs, um dos primeiros a celebrar o atentado.

Na sequência, postagens dos participantes do fórum começaram a dar conta de que os atiradores seriam frequentadores do grupo e que, inclusive, teriam informado a pretensão de realizar o ataque.

O moderador do grupo, que usa o codinome “Mr. Hyde” escreveu um texto dizendo que os dois jovens eram “injustiçados por questões culturais” e elencou culpados.

“O sangue desses garotos não está nas mãos da esquerda, direita, pt, psl, psdb, bolsonaro, haddad ou dória, muito menos nas mãos do Dogolachan. O sangue dessas vidas foram e continuaram sendo derramados enquanto permitirmos que esse sistema opressor continue agindo e perpetuando seus ideais socioculturais anos a fio. Um sistema onde o indivíduo é intruido, mesmo que de forma indireta, a odiar e destruir seus semelhantes. Um sistema onde o somos capados fisicamente e mentalmente nôs punindo somente por pensar ou adquirir informações que desejamos”, escreveu.

Dogoleiros

Para extravasar a frustração, os dogoleiros exercitam o ódio. E gostam de aparecer: gerar “lulz”, como eles mesmos dizem. Os ataques que eles fazem, caso cheguem à mídia, são muito comemorados e os autores respeitados. A mais recente vítima do grupo foi o ex-deputado Jean Wyllys, que saiu do país por causa das crescentes ameaças de morte. O exílio de Jean foi muito comemorado e, mesmo fora do país, há cerca de um mês, um dos integrantes do Dogolachan compartilhou um e-mail que teria enviado ao político dizendo que sabia que ele estava na Espanha e que iria matá-lo. A assinatura da mensagem é de Emerson Eduardo Rodrigues Setim, preso ao lado de Marcelo na Operação Bravata, em março do ano passado e que está foragido. Nas redes sociais, ele se diz vítima de um complô e nega a autoria dos ataques.

Publicação de blog fake criado pelos dogoleiros que foi compartilhada no Facebook

Outros desafetos do grupo são: David Miranda, suplente de Wyllys no Congresso, a deputada fe

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