Início Zona Norte CORRIDA PARA A MORTE: Justiça de Fernandópolis marca julgamentos de assassinos

CORRIDA PARA A MORTE: Justiça de Fernandópolis marca julgamentos de assassinos

O juiz da Segunda Vara Criminal de Fernandópolis, Vinicius Castrequini Buffulin, designou para o próximo dia 13 a audiência de instrução e julgamento dos três réus acusados pelo assassinato do taxista fernandopolense Gabriel dos Santos. O crime foi em agosto deste ano, quando para roubar o carro e os pertences da vítima, Renan Silva de Araújo e Breno de Araújo, lhe tiraram a vida com um tiro na nuca.

O terceiro réu no crime é Antonio Carlos de Araujo que, segundo apurou a Polícia Civil, foi quem forneceu a arma – um revólver calibre 22 – a dupla de assassinos, sabendo da intenção dos acusados.

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Breno e Renan, que são primos, foram presos em Selvíria (MS) dois dias após o crime, depois que abasteceram o carro roubado em um posto de combustíveis, saíram sem pagar e tentaram furar um bloqueio da polícia sul-mato-grossense. Já Antonio teve mandado de prisão expedido no final do mês passado, após a acusação apresentar provas contundentes de sua participação como coautor do crime.

 


Renan – que já respondeu criminalmente por estupro coletivo – autor do disparo fatal contra o taxista, e Breno, que até então não tinha passagem pela polícia, respondem por latrocínio (roubo seguido de morte), crime que prevê pena de 15 a 30 anos. Antonio também possui diversas passagens pela polícia, mas deverá ter a pena menor por ser “apenas” o fornecedor da arma.

O CRIME

Teve desfecho trágico o desaparecimento do taxista Gabriel dos Santos, 64 anos, contratado para uma corrida por dois indivíduos, que depois foram identificados como Renan e Breno, no Terminal Rodoviário de Passageiros no dia 9 de agosto. Vinte horas após o desaparecimento, seu corpo foi encontrado por policiais militares em uma mata ao lado da estrada velha para Alcoeste. Estava de bruços e apresentava sinal de um tiro na nuca.

Gabriel dos Santos veio de São Paulo onde trabalhava como taxista e já morava em Fernandópolis havia um ano. Há 3 meses ingressou como taxista no ponto do Terminal Rodoviário de Passageiros Antonio Nossa. Na tarde de seu desaparecimento, já passava das 17 horas, quando foi abordado por Renan e Breno que o contrataram uma corrida para a propriedade rural do Pierry, na região da Alcoeste.

A cidade amanheceu no dia seguinte com apelo da família pelas redes sociais informando o desaparecimento do taxista. A Polícia foi acionada e iniciou investigação. O helicóptero Águia da Polícia Militar foi requisitado para fazer uma varredura pela região, mas foram equipes em solo que localizaram o corpo.

Uma equipe da Polícia Militar focou a varredura na região da Alcoeste. Eles começaram o trabalho pela estrada velha, a partir do viaduto Horácio Beata “Belico” na Rodovia Euclides da Cunha. Cerca de 3 km à frente encontraram os primeiros sinais do final trágico da corrida do taxista. A beira da estrada estava abandonado o luminoso do taxi, panfletos e papeis com o nome da vítima.

Seguindo o rastro dos pneus do carro, os policiais abandonaram a viatura e continuaram a pé contornando uma mata. Do outro lado, cerca de 1,5 km adiante encontraram marcas na vegetação e 15 metros adentro estava o corpo do taxista, de bruços. Eram 13h30 de do dia 10 de agosto. Outra viatura da Polícia Militar que fazia ronda na região com os soldados Umberto e Canada também chegou ao local.

O reconhecimento da vítima foi feito por João Carlos Baldin Peceguini, afilhado de Gabriel dos Santos, que foi padrinho de casamento. João Carlos disse que ele veio de São Paulo para morar em Fernandópolis e era uma pessoa tranquila.

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