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Brasileiros não estão dispostos a serem trabalhadores como os chineses, diz jornal da China

Para o editor do jornal chinês, que diz ter passado três anos no Brasil e ter “entendido bem” os motivos da perda de força da economia nacional, “não se pode comparar Brasil com a China”. “Talvez os brasileiros e o autor acreditem no mesmo deus. Mas esse não é o mesmo que os chineses acreditam”, diz Gang, que também é um acadêmico.

“De fato, o Brasil nunca teve uma indústria manufatureira forte e sofisticada. Mas a questão básica é por qual motivo a China atingiu sua industrialização, enquanto o Brasil a abandonou e foi para a direção oposta? Isso não é apenas uma questão de economia ou instituição, mas de cultura”, argumenta o chinês.

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Apontando que trabalhou em várias partes do mundo por 20 anos, o autor indica que a cultura é o “fator mais importante” para atingir a industrialização. “Isso inclui como as pessoas encaram seu trabalho, família, educação das crianças e acumulação de riqueza”, disse. “Pode soar racista diferenciar o desenvolvimento baseado em cultura”, escreveu. “Mas, depois de ter morado no Brasil, você descobre a resposta.

Os brasileiros não estão dispostos a ser tão diligentes e trabalhadores como os chineses. Nem valorizam a poupança para as próximas gerações, como fazem os chineses”, indicou. “Ainda assim, eles exigem os mesmos benefícios e bem-estar dos países desenvolvidos”, disse. “A diferença fundamental entre o Brasil e a China está no fato de que a cultura no Brasil faz o país inapto à manufatura”, escreveu. “A falta de manufatura não pode levar à industrialização e, finalmente, torna o desenvolvimento sustentável algo impossível”, alertou. “Como resultado, a economia brasileira apenas depende das exportações de matérias-primas e commodities.

Há também, desde o mês passado, uma percepção entre os diplomatas chineses de que o futuro chanceler brasileiro, Ernesto Araujo, dará uma atenção especial às relações com o governo americano de Donald Trump. Numa tentativa de manter boas relações, o Partido Comunista de Pequim convidou membros do partido de Bolsonaro para uma visita à China.

A embaixada da China no Brasil enviou uma carta abrindo convite para receber uma delegação de dez membros do PSL, no que foi interpretado na diplomacia nacional como um gesto dos chineses para tentar se aproximar do novo governo brasileiro. O convite não foi aceito.

A cultura brasileira faz o País ser “inapto para a manufatura” e a população brasileira não está disposta a ser trabalhadora como a chinesa.

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