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“Bandido agora não vai para a delegacia, vai para o cemitério”, diz Doria

17/04/2017- São Paulo- SP, Brasil- O prefeito João Doria na coletiva de imprensa do projeto remédio rápido, A disponibilidade de medicamentos nas farmácias da Prefeitura de São Paulo atingiu a média de 90%, nível considerado aceitável e dentro dos padrões praticados na iniciativa privada Foto: Cesar Ogata / Secom

Em mais um discurso populista de marketing para se aproximar de Jair Bolsonaro (PSL) e de líderes da extrema-direita, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) disse que “em São Paulo, a partir de agora, imobilização do bandido que estiver armado, se ele assim reagir, ele não vai para a delegacia, nem para a prisão. Ele vai para o cemitério”.

A declaração foi dada, durante o anúncio de disponibilização de 5 mil armas calibre 12 que serão usadas pelas equipes de radiopatrula da Polícia Militar. Segundo o governo do Estado, todas as viaturas que prestam o atendimento das chamadas 190 estarão equipadas, em até 60 dias.

Antes, as espingardas de calibre 12 eram destinadas apenas para as operações noturnas. Nos atendimentos diurnos, as equipes saiam com pistolas .40.

A ação e o discurso mostram o objetivo de Doria em se aproximar cada vez mais do populismo de extrema-direita do presidente e de governadores próximos a ele, como Wilson Witzel (PSC), do Rio de Janeiro.

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