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OLHO VIVO E FARO FINO – A receita dos políticos de Fernandópolis é a mesma de todo o Brasil

Em pleno período eleitoral e com tantos candidatos com nomes e propostas diferentes, torna-se difícil escolher em quem votar. Poderíamos dizer que um bom político é aquele ético e honesto. Mas, essas são características que devem ser inerentes a qualquer bom cidadão e não necessariamente um bom cidadão pode ser tomado como um exemplo de um bom político. Sem generalismos, mas, temos muita gente boa por aqui, na Câmara Municipal, na Prefeitura. Gente boa mesmo.

Mas se você me perguntar se todos são bons legisladores e gestores…Hummm…meu nariz irá torcer, afinal a época de eleição é a unica hora em que o jornalista deve calar a boca, literalmente. Formar opiniões nessa temporada é um campo minado e perderíamos toda nossa credibilidade se militássemos para qualquer lado,mas isso é papo para outro artigo. Foquemos na Terra Moça (odeio usar esse jargão! rs)

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Em Fernandópolis, o bom político é aquele que senta num bar para beber com seu eleitorado ou ainda aquele cara simpático, que aparece na véspera das eleições com uma cesta básica para aquela família que sofre com a seca. Um bom político não é aquele que se aproveita da pobreza, da necessidade, da falta de instrução desse povo para ludibriar e tentar dar o golpe comprando os votos desses pobres cidadãos de diversas formas. Precisamos acabar com essa cultura.

POLITICA DE VILA

Nesse contexto da antiga politicagem, o bom político é aquele que promete um novo mundo, e quando se elege nem se lembra do nome daquele que entregou seu santinho ou percorreu na feira do bairro ao seu lado. Triste realidade.

Ou, do líder comunitário que o acompanhava em caminhadas para apresentar o candidato, briga nas redes sociais a mando da coligação, acusa, adula. E mesmo acontecendo tudo isso durante anos a fio por aqui, muita gente ainda repete a história. Esses aduladores (por que não podem ser chamados de correligionários) acabam sendo esquecidos e com eles a demanda de muitos.

Precisamos acabar com essa cultura medíocre, ineficiente, mentirosa e intragável que recruta uma legião de candidatos apenas para formar o bolo da coligação e ajudar na matemática eleitoral, sob a bandeira da “UNIÃO”. União acontece depois das eleições, antes disso é apenas “ADESÃO”, para um mini exercito que combate com acusações e nunca com propostase que acabam se esfacelando durante a administração. Vide o numero de exonerações que essa administração contabilizou.

Dos que já estão lá, poucos apresentaram um balanço de seu mandato, poucos apresentaram projetos e propostas inovadoras, ou simplesmente defenderam os cidadãos. Em meio a tantos escândalos, corrupção e mentiras e denuncismo a classe política vem tentando sobreviver e seus pedidos de dízimos ( em forma de voto) começarão nas próximas semanas quando muitos deles subirão aos palanques novamente. Todos se abraçando, tirando fotos e fazendo juras de amor a cidade. Preparem-se par aos jargões! (eco!)

O papel do político é ser um representante da sociedade, é constituir-se em advogado de causas comunitárias e sociais, todo agente político é mero funcionário do povo. Somos nós que pagamos seus excelentes salários e grandes mordomias.

A simplicidade, a humildade, as atitudes… as máscaras sempre caem depois da eleição, isto é fato. Aquele que andava nas periferias, agora frequenta lugares requintados e luxuosos, onde grande parte da plebe não faz parte do tal mitiê.

Olho vivo e Faro Fino, pois uma nova leva desses mesmos tipos vem aí à partir da próxima semana. Estaremos de olho.

herminioeu

 

* Herminio Stroppa é Jornalista e editor do Jornal 4Cantos

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