Início Geral Site elege as piores frases da política brasileira

Site elege as piores frases da política brasileira

Desde o início da Lava Jato, em 2014, a política brasileira tem feito chorar e tem feito rir — ao menos involuntariamente. Neste ano não foi diferente: políticos, juízes e empresários brindaram os brasileiros com elucubrações que deixariam comediantes com inveja.

O site BuzzFeed News separou 22 das frases mais emblemáticas da política brasileira no ano passado. Como todos continuam em cena, vem mais por aí…

“Tem que manter isso aí, viu?” — MICHEL TEMER, em conversa com Joesley no subsolo do Palácio do Jaburu, em 7 de março.

“Ninguém mais é capaz de indicar os desajustes, por exemplo, de preços em supermercados do que a mulher. — MICHEL TEMER, no Dia da Mulher (8 de março).

“Nós vai mostrar pra esse Janot que nós é do serviço” — JOESLEY BATISTA ao também delator Ricardo Saud, em conversa gravada acidentalmente durante as negociações para a delação da JBS, em 17 de março.

“O ministro é um bosta de um caralho, que não dá um alô.” — AÉCIO NEVES a Joesley Batista, em gravação, ao comentar a atuação de Osmar Serraglio (PMDB) no Ministério da Justiça, em 24 de março.

“O afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada, eu acho que nem para procriar servem mais.” — JAIR BOLSONARO, ao comentar uma visita que fez a um quilombo durante palestra no clube Hebraica, no Rio, em 3 de abril.

“Nunca tive a intenção de adquirir o tríplex.” — LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, em depoimento ao juiz Sergio Moro, em 10 de maio.

“Não renunciarei. Repito: não renunciarei.” — MICHEL TEMER, em pronunciamento após a delação da JBS vir a público, em 18 de maio.

“Esta ação só existe graças ao meu empenho, modéstia às favas.” — GILMAR MENDES, durante o julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE, em 7 de junho.

“Não sei como Deus me colocou aqui.” — MICHEL TEMER, durante pronunciamento no Palácio do Planalto, em 27 de junho.

“Enquanto houver bambu, lá vai flecha.” — RODRIGO JANOT, então procurador-geral da República, em 2 de julho.

“Eu diria que pelo menos é uma fixação. Ele até deu declaração sobre o meu bigode, não sei se é um fetiche, não sei se é alguma coisa.” — ROMERO JUCÁ, após ser denunciado pela 3ª vez pelo então procurador-geral Rodrigo Janot, em 29 de agosto.

“Quem está de fuzil não está querendo conversar, né?” — GERALDO ALCKMIN, ao comentar uma ação da PM paulista que deixou 10 mortos, em 4 de setembro.

“Hoje meu recadinho vai para você, Alberto Goldman (…). Você que é um improdutivo, um fracassado (…). Aliás, você coleciona fracassos na sua vida. E agora vive de pijamas na sua casa.” — JOÃO DORIA, em vídeo publicado no Facebook em 7 de outubro.

“O alimento utilizado é o mesmo que os astronautas consomem quando vão em missões espaciais.” — JOÃO DORIA, ao defender a distribuição de farinata em escolas públicas, no dia 12 de outubro.

“A recíproca é verdadeira, também sou apaixonado por vocês. Também sou paulista. Esse Estado maravilhoso que é a locomotiva da nossa economia.” — JAIR BOLSONARO, ao ser recebido em Uberlândia (MG), em 19 de outubro.

“Eu, por exemplo, acho que me submeto a um trabalho exaustivo, mas, com prazer, não acho que faço trabalho escravo.” — GILMAR MENDES, ao defender portaria do Ministério do Trabalho, em 19 de outubro.

“Eu estou sendo injustiçado. O senhor está encontrando em mim uma possibilidade de gerar uma projeção pessoal, e me fazendo um calvário.” — SERGIO CABRAL, em depoimento ao juiz Marcelo Bretas, em 23 de outubro.

“O PSDB não tem caudilhos.” — FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, em entrevista após virem à tona denúncias contra o então presidente do partido, senador Aécio Neves (MG), em 13 de novembro.

“Como diria Bertoldo Brecha… Brecht… Não, Brecht… Ai do povo que precisa de heróis!” — ANDRÉ LAZARONI (PMDB-RJ), deputado estadual, confundindo o personagem Bertoldo Brecha com o dramaturgo Bertolt Brecht, em 17 de novembro.

“Eu era dita como sendo uma mulher que tinha uma mania, era obsessiva-compulsiva por trabalho, era work alcoholic.” — DILMA ROUSSEFF, ao argumentar que era vítima de preconceito de gênero, em 22 de novembro.

“Vale acrescer que o trabalho executado se na correspondente contrapartida (…) sem sombra de dúvidas se assemelha a trabalho escravo.” — LUISLINDA VALOIS, ao pedir para receber R$ 61 mil ao mês, em 1º de novembro.

“O Rio de Janeiro não merece que governadores que foram eleitos democraticamente estejam presos porque roubaram do povo brasileiro, que roubaram dinheiro público. Eu nem sei se é verdade.” — Lula, em 1º de dezembro.
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