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Secretario quer diminuir o tempo entre Emendas e Execuções de Obras em Fernandópolis

Muito já se falou sobre como os tortuosos caminhos da burocracia e a dificuldade de encontrar dinheiro para investimentos atrapalham o andamento das obras públicas.

Em constante atrito com os governos federal e estadual por causa da falta de recursos, as prefeituras viram aumentar nos últimos anos as dificuldades para concluir obras iniciadas com esses recursos, por meio de convênios diretos e emendas de parlamentares.

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Na maioria das vezes, os recursos das emendas são apenas empenhados (promessa de pagamento futuro), mas a liberação muitas vezes não ocorre ou é jogada para os anos seguintes, entrando no buraco negro dos chamados restos a pagar (pagamentos adiados de um ano para outro), já batizado pelos políticos de “orçamento paralelo”.

Por aqui em entrevista ao 4Cantos, o Secretário de Obras, Arthur Hopper, quer diminuir o tempo entre o lançamento de emendas  – com a mediação dos deputados Fausto Pinato Federal e Gilmar Gimenes Estadual –  e a execução de obras, sem pular as fases de planejamento.

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Um dos principais entraves citados pelas prefeituras é que as empresas contratadas iniciam os trabalhos, seguindo os prazos, avançam com o cronograma, enviam as medições mensais e só após, em média de três a quatro meses, recebem o valor gasto na obra, sem qualquer tipo de reajuste. Situação que provoca, em muitos casos, a paralisação da obra, já que, diante de um cenário de recessão, muitas construtoras acabam não conseguindo arcar com os custos. “Hoje contamos com a boa vontade das empresas para que as obras não fiquem paradas. E para que o trabalho não seja perdido pela paralisação, estamos constantemente conversando com esses parceiros”, cita

Por que demora tanto?

É notório o pouco esforço que costuma ser dedicado às fases de planejamento nas administrações passadas, onde as obras foram iniciadas apenas com um projeto básico. “Sem detalhamento, é natural que surjam situações não previstas, exigindo mudanças no cronograma e mais dinheiro para a execução. Depois, deficiências do projeto começaram a atrapalhar o andamento. Não é só tempo que se perde”, cita Hopper que pretende alinhar planejamento e execução durante o caminho das emendas. Para isso, a proximidade com Pinato e Gimenes pode ajudar e muito

Dados do Tribunal de Contas da União mostram que mais de um terço das fiscalizações em obras no ano passado apresentava problemas de projeto não só aqui em Fernandópolis mas em diversas cidades da região.

 

 

 

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