Início Vizinhos Proliferação de ”javaporcos” preocupa agricultores da região de Fernandópolis

Proliferação de ”javaporcos” preocupa agricultores da região de Fernandópolis

A superpopulação de javaporco, animal resultante do cruzamento entre o javali e o porco, já causou prejuízos em centenas de propriedades agrícolas em todo o Estado e agora avançam para a região noroeste, onde continuam deixando um rastro de destruição.

Moradores da região de Ouroeste e da Zona Rural de Fernandópolis relataram aparições de bandos com até 18 animais. Em grupo os ataques a plantações são devastadores quando os animais estão em número elevado.

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“Na roça e usa rojões para espantar os javaporcos. Cercas elétricas, arame farpado e armadilhas são outras maneiras de proteger as lavouras. Porém o grande número que os grupos trazem e a destruição que deixam onde passam, são muito maiores que essas dicas para afugenta-los das plantações. São animais territoriais e muitas vezes, agressivos”, diz o eng. agrônomo e presidente do Sindicato rural de Fernandópolis, Marcos Mazeti.

Superpopulação

javali
No inicio do ano 2000 ouve um “boom” da carne de javali no interior, quando o javaporco chegou a São Paulo, principalmente na região de Fernandópolis, onde muitos pecuaristas e produtores rurais apostaram na sua criação. O animal foi criado para melhorar a qualidade da carne suína, mas, como se reproduz com muita facilidade e anda em bandos, a luta dos agricultores passou a ser pelo controle da superpopulação.

O bicho é selvagem e vive na mata. Chega a pesar 100 kg e pode dar a luz a até dez filhotes. Os javaporcos, quando livres na natureza, podem trazer um desequilíbrio ao ecossistema. Como eles não têm predadores naturais, eles acabam atacando as capivaras, que são animais da região.

IBAMA LIBEROU O ABATE PARA CONTROLE POPULACIONAL

Por causa dos ataques, os produtores rurais pediram a ajuda ao Ministério Público e o Ibama liberou a caça do animal para o controle populacional.

O abate poderá ser feito com o uso de arma de fogo ou com ajuda de armadilhas.

Poderão capturar javalis apenas pessoas que tiverem inscrição junto ao órgão, já que receberão um documento que deverá ser apresentado toda vez que haver o questionamento da fiscalização.

O uso de arma de fogo só poderá ser feito por quem receber autorização do Exército Brasileiro.

O transporte de javalis capturados vivos não será permitido e a comercialização ou a doação desses produtos é proibida pela legislação sanitária e ambiental brasileira.

Segundo a técnica do Ibama, o caçador deve se atentar para não confudir o javali com outros animais nativos que são parecidos, como as queixadas e os catetos (ou catitus), também chamados de porcos-do-mato.

 

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