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Pesquisamos no Google : ”Alexandre Moraes + STF + PCC”. Adivinhe o que achamos?

Eduardo Cunha, PCC (Primeiro Comando da Capital) e ocupação estudantil: o que estas três esferas têm em comum? A resposta está em Alexandre de Moraes,Amigo pessoal do presidente Michel Temer e filiado ao PSDB desde dezembro de 2015,empossado recentemente no Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, é constitucionalista e atuava até então como Ministro da Justiça de Temer. Ele foi indicado por Temer para assumir a vaga do ministro Teori Zavascki, morto em um acidente aéreo em Paraty (RJ), em 19 de janeiro. Mas sabe que não gostou nem um pouco disso? A internet!

Numa breve recomendação que gira nas redes sociais, o pedido da maioria dos internautas é uma breve pesquisa: “Digite Alexandre Moraes + PCC no Google” .

Seguimos a orientação e olha oque achamos

O PCC

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Na atuação de Moraes como advogado, um dos pontos que mais provocaram críticas foi sua defesa da cooperativa de transportes Trancooper, suspeita de ligações com a organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). No Tribunal de Justiça de São Paulo, Moraes aparece como advogado da Transcooper em pelo menos 123 processos na área civil.  Em janeiro de 2015, ao ser nomeado secretário de Segurança Pública de São Paulo, Moraes afirmou que renunciou a todos os processos em que atuava no escritório de advocacia que defendia a cooperativa. Ele também afirmou que como advogado representava apenas a pessoa jurídica da cooperativa e jamais defendeu pessoas acusadas de envolvimento com o PCC.

AO LADO DE CUNHA

Moraes também já advogou para o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), réu em duas ações da Lava Jato. No processo, que não tinha relação com a Lava Jato, Cunha era acusado de uso de documento falso. A ação penal foi arquivada em 2014 pelo Supremo, por insuficiência de provas.

EXCESSOS

Em sua passagem pelo governo de São Paulo, sob a gestão de Geraldo Alckmin (PSDB), Moraes foi bastante criticado e acusado de usar a força policial com excessos diante de protestos e atos políticos, como, por exemplo, durante as ocupações de escolas estaduais pelos estudantes e nas manifestações do Movimento Passe Livre (MPL). Em 2015, a Polícia Militar, sob o comando de Alexandre de Moraes, foi responsável pela morte de uma em cada quatro pessoas no estado paulista.

VAIDADE

São fartas as polêmicas envolvendo Alexandre de Moraes nos cargos públicos que ocupou. Como ministro da Justiça, por exemplo, foi duramente criticado por especialistas em segurança pública depois de ter aparecido com um facão na mão e roupa preta, como um ninja da Polícia Federal, cortando pés de maconha. Defendeu a parceria entre Brasil e Paraguai “para erradicação da maconha, contra a criminalidade organizada”.Divulgou, dias depois, uma nota esclarecendo que “jamais houve qualquer [ideia] no sentido de erradicar o plantio e comercialização da maconha em toda a América do Sul.

PROTECIONISMO

Costuma defender as ações policiais e foi fortemente criticado em sua gestão à frente da secretaria em São Paulo depois de assinar uma portaria que decretava o sigilo de operações e boletins de ocorrência. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) acusou o secretário de falta de transparência e de dificultar o acesso a dados sobre o efetivo policial.

CRISE NOS PRESÍDIOS

No início do ano, com a grave crise dos presídios, voltou a polemizar. Culpou a empresa terceirizada responsável pela administração do presídio em Manaus pela morte de 56 detentos. Lançou às pressas um plano de segurança e ouviu críticas, em especial de entidades de direitos humanos e ONGs que atuam em defesa de direitos dos presos, pelo caráter “punitivista” e conservador. Oito diretores do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária pediram demissão coletiva. O ministro minimizou e disse que todos eram ligados ao PT.

ELE É TUCANO

Embora adore culpa os adversarios vermelhos, Moraes tem sangue azul. O parlamentar é filiado ao PSDB. Dono de posições conservadoras e filiado partido tucano desde 2015, Moraes, 47 anos, construiu sua carreira política sob as asas das administrações tucanas em São Paulo. O salto para os primeiros escalões na Justiça, porém, deu-se após o afastamento de Dilma Rousseff do Palácio do Planalto, quando seu nome passou a ser cotado para a linha de frente do governo. Parlamentares de oposição tem receios de sua posição partidária.

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