Início Zona Leste Dinheiro Podre: Comércio de Fernandópolis começa a dizer ”Não”

Dinheiro Podre: Comércio de Fernandópolis começa a dizer ”Não”

O Banco Central do Brasil recomenda retirar de circulação cédulas de dinheiro consideradas inadequadas. Seguindo à norma, diversos estabelecimentos comerciais de Fernandópolis começaram a não aceitar notas danificadas, segundo apurou a Reportagem do Jornal o Extra.

Edvair Oliveira, 56 anos, dono de um supermercado afirma que os bancos não estão mais recebendo notas danificadas. “Então, não é uma questão de opção. Não tem outra forma. Aquela tentativa de atender o cliente e ser solícito nos fez aceitar notas rasuradas. Por isto já levei prejuízo, mas agora vou jogar duro”, destacou.

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A declaração de Edvair “ganha força” com a empresária Marcela Naroel, 33, que possui uma loja de roupas na região central de Fernandópolis. “Infelizmente, precisamos tomar essa medida (não aceitar notas danificadas), em razão da atitude dos bancos. Por isso sempre oriento as minhas clientes de que tenham uma segunda opção para o pagamento”, acrescentou.   O empresário Amadeu de Souza, 34, proprietário de um restaurante, situado na zona leste de Fernandópolis, um dos primeiros estabelecimentos a seguir a exigência, passou a não receber as cédulas consideradas inadequadas. “Tentamos receber algumas, em consideração aos clientes, porém os bancos não estão mais aceitando. O que já nos causou prejuízo. Eu acho ridículo notas rasuradas. Pra quê riscar uma nota? Acredito que as reclamações devem ser feitas referente ao banco central”.

INADEQUADAS À CIRCULAÇÃO

O QUE FAZER?

De acordo com o BCB, notas que apresentem nitidamente mais da metade do tamanho original em um único fragmento podem ser substituídas, depositadas ou utilizadas em pagamentos em agências bancárias. Contudo, as pessoas, – físicas ou jurídicas – não são obrigadas a receber notas rasuradas. As pessoas que têm dinheiro rasgado em mãos podem depositá-lo, trocá-lo ou utilizá-lo para pagamento em qualquer banco comercial, que enviará ao Banco Central para ser destruído. Vale ressaltar que o BCB considera sem valor notas rasgadas que não têm mais da metade do tamanho original.

 

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