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Dias contados? Ministério da Saúde quer proibir refil de refrigerante em lojas de fast-food

O Ministério da Saúde quer acabar com a oferta de refil de refrigerantes em restaurantes e redes de lanchonete no Brasil.

A pasta negocia com representantes do setor um acordo para o fim dessa prática, que, na avaliação do ministério, tem se expandido de forma perigosa no país.

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“Caso não cheguemos a um resultado comum, vamos estudar uma outra medida”, afirmou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

A alternativa seria propor ao Congresso um projeto de lei proibindo esse sistema de oferta da bebida.

De acordo com o ministro, não há prazo para que o acordo com o setor seja firmado.

A estimativa do Ministério da Saúde é de que existam cerca de 1 mil lojas de redes de fast-food, além de restaurantes, que oferecem aos clientes essa possibilidade de consumo ilimitado por um preço fixo.

“Há uma disputa por esse mercado. Vamos manter a tentativa de acordo voluntário. Espero chegar a um entendimento”, disse Barros nesta terça-feira, 13.

Pelas contas da pasta, o refil aumenta em até 30% o consumo de refrigerantes nos estabelecimentos. “Isso vai contra a nossa meta, que é justamente reduzir a ingestão da bebida”, completou.

Sal e açúcar

Barros anunciou ainda outras duas medidas que estão em estudo para tentar reduzir o consumo excessivo de sal e açúcar no país: a proibição de saleiros em mesas de restaurantes; e a mudança de embalagens de sal e açúcar, que passariam a apresentar um dosador.

“Eles ajudariam a ver qual a exata quantidade para o consumo. O que vemos hoje é uma colher de sal, mas ela pode ser rasa ou muito cheia. Há uma grande diferença”, disse Barros.

A exemplo do refil, a ideia do governo é tentar, em uma primeira etapa, um acordo com donos de restaurantes e estabelecimentos que servem comida para retirar o saleiro.

“Se todos concordarem, não há necessidade de uma lei.”

Etapas

A mudança na formulação é feita em etapas. Na primeira fase, a redução foi feita em massas instantâneas, pães de forma e bisnaguinhas.

Em uma segunda etapa, iniciada em outubro de 2011, foi a vez de salgadinhos de milho, batatas fritas, bolos, misturas para bolo, maionese, bolachas e biscoitos.

Na terceira turma, estavam margarinas, cereais caldos em cubo e gel, além de temperos.

Na última fase, iniciada em novembro de 2013, a redução tem como alvo empanados, hambúrguer, linguiças cozida, resfriada e frescal, mortadela, presuntaria, muçarela, requeijão cremoso, salsicha e sopas individuais.

De acordo com o ministério, houve uma redução de 23,15% da quantidade de sódio presente na muçarela, entre 2012 e 2016.

No requeijão, a queda foi de 20,47%.

Sopas apresentaram uma queda de 65,15% na quantidade de sódio adicionada. Entre embutidos, a maior queda foi da linguiça cozida em temperatura ambiente.

A redução do teor de sódio foi de 15,59%, de 2013 para 2016. Entre hambúrgueres, a queda foi de 18,34%, também no período 2013-2016.

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