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Arrependido, menino rouba celular e devolve na polícia

Ele tem 12 anos, rouba celulares desde o ano passado e afirma que já foram mais de 30 aparelhos. Mas desta vez bateu o arrependimento: o garoto ficou de consciência pesada e depois de assaltar um casa usando uma faca de cozinha, ligou para o Copom – a central de atendimento do 190 da Polícia Militar, no último domingo.

No momento do crime, o menino estava acompanhado de outro garoto, de 13 anos. Ele conta que fez uso de cocaína antes de assaltar as vítimas, que caminhavam pela Praça Cívica, no sábado. “Eu quero sair dessa vida. Ligamos para a polícia porque queria ser preso, ir para a Fundação Casa. Acho que temos que pagar pelo que fizemos”, disse o garoto.

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Os policiais militares localizaram os dois adolescentes e eles foram levados para a Central de Flagrantes. Após serem ouvidos, o celular roubado foi apreendido, mas as vítimas não foram localizadas. Após serem ouvidos, os dois foram liberados. Durante a manhã de ontem, em sua casa no bairro Sinibaldi, o menino disse ao Diário que cada aparelho celular era vendido entre R$ 100 e R$ 500.

“Comecei isso com o meu amigo. Ele falou: ‘vamos pegar radinhos’ e eu fui. O dinheiro a gente usava para comprar drogas. Só que não quero mais isso. Quero ficar limpo, sem pó. Chega de vida louca”, afirmou o garoto que cursa o sétimo ano do ensino fundamental. A irmã dele, T.I.B., 22 anos, disse que quando foi informada que o garoto estava na delegacia imaginou que ele estaria preso.

“Achei que ele tinha roubado e a polícia tivesse prendido. Essa atitude surpreendeu a gente, esperamos que ele esteja mesmo arrependido e não faça mais.” A jovem contou ainda que a família sabe que o garoto é dependente químico e que ele já passou por tratamento. “Ele ia no Caps, estava frequentando a igreja comigo, mas as más companhias viraram a cabeça dele e ele não obedece a gente.”

Brincando com uma bolinha de plástico, o menino ouviu atento e prometeu à irmã que não irá mais roubar e nem usar drogas. “Nem maconha mais. Não quero essa vida.” O outro adolescente não foi localizado para falar sobre o assunto. Os objetos retirados das vítimas sob a ameaça de uma faca de cozinha eram vendidos para levantar dinheiro para alimentar o vício em cocaína. Ele também admite fumar maconha.

Fonte: Diário Da Região

 

 

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