Início Zona Oeste Exigência do Taxímetro em Fernandópolis será discutida na Câmara Municipal

Exigência do Taxímetro em Fernandópolis será discutida na Câmara Municipal

Após a matéria divulgada pelo 4Cantos sobre a variação de preços dos serviços cobrados pelos táxis em Fernandópolis, o setor começou a se movimentar. Em Fernandópolis, diferente das outras cidades da região, uso de taxímetro não é regulamentado nem pela prefeitura e nem pelo Instituto de pesos e medidas  – IPEM  – , temendo perder espaço para os serviços clandestinos e para os serviços prestados pelo Uber e outras categorias de transporte individual, alguns representantes do setor  parecem não se importar com a norma que reza que cidades de mais de 50 mil habitantes o uso do taximetro deve ser regulamentado. Por aqui a corrida seja qual for a distancia é cobrada R$ 25 ou dependendo do horário de acordo com a cara do cliente.

A inercia da categoria fez com que a Câmara de Vereadores tomasse providências

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NA CÂMARA

As leis que regem os serviços de táxi em Fernandópolis existem alguns absurdos em desfavor dos motoristas também. Há a proibição de publicidade nas cabines de táxi em Fernandópolis, o que acabou onerando ainda mais o serviço desses profissionais.

Por isso a vereadora Neide Garcia já protocolou o cumprimento da lei federal que exige a instalação e uso dos taxímetros em Fernandópolis. A matéria deverá ser discutida com profissionais da categoria, que se mostra, em parte, contrária a aplicação do taxímetro nas corridas.

Para alguns vereadores é fundamental para o exercício da profissão de taxista ampliar tanto a fiscalização quanto a regulamentação e implantação dos taxímetros para que a população tenha segurança em utiliza-los, já que os preços variam entre os taxistas e as corridas.

EM ÉPOCA DE LEI SECA

Fernandópolis assim como outras cidades do Brasil, já possui certa regularidade nas blitz de lei seca promovidas pela Polícia Militar do Detran para coibir motoristas que dirigem embriagados. Uma das soluções para a diminuição dessas autuações e multas está justamente na contratação dos serviços de táxis assim como acontecem na cidade de São José do Rio Preto e Votuporanga ambas que já regulamentaram a instalação dos taxímetros nas unidades

 A MAIORIA NÃO ESTÁ INTERESSADA NAS MUDANÇAS

Antes da Câmara dar início a qualquer mudança na lei junto ao Executivo, é preciso que a categoria se organize e crie uma associação com força suficiente para denunciar os serviços clandestinos e reivindicar benefícios para a categoria, cujos serviços, fazem muita diferença hoje na sociedade, tanto para o auxílio de motoristas durante a Lei Seca quanto para suprir a falta do transporte coletivo em Fernandópolis.

Um saída inteligente para uma classe que está caindo em desuso, principalmente no interior com os moto-taxis e Tuk-tuks ativos e por um preço bem mais em conta.

O combate à clandestinidade de serviços de transporte individual já está em andamento desde o ano passado, cujo foco principal são os mototaxista e motofretistas. A ideia agora é ampliar essa fiscalização para os serviços não legalizados de táxi, cujos serviços clandestinos já começam aparecer sugeridos nas redes sociais.

Mesmo com todo o apoio declarado para que a categoria não seja “engolida” futuramente pelos outros serviços de transporte, ainda há certa resistência de alguns profissionais de Fernandópolis que insistem em fixar os valores das corridas de acordo com a “cara do cliente”. Não são todos, mas quem quer rodar de acordo com a lei ainda acaba pagando para quem quer manter vantagem.

 

 

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