Início + Lidas 3 CASOS REGISTRADOS: Gangue do cocô continua aterrorizando faculdade da região

3 CASOS REGISTRADOS: Gangue do cocô continua aterrorizando faculdade da região

Uma estudante universitária de 19 anos foi atingida por fezes dentro da União das Faculdades dos Grandes Lagos (Unilago), no Jardim Aeroporto, na última semana. É o terceiro caso de estudantes atingidos por dejetos neste ano na instituição de ensino. Em junho, um estudante foi atingido por fezes, além de outro aluno que foi molhado com urina.

No caso desta semana, segundo a jovem, que não quis ter a identidade e o curso revelados, ela e duas amigas passavam por um corredor situado no prédio 2 da faculdade, por volta das 21h30, quando os dejetos foram despejados sobre a cabeça da garota.

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“Eu levei um susto na hora. Eu pensei que fosse um balde d’água, mas eram fezes de gente. Tinham um cheiro muito forte”, contou a jovem, que foi atingida no cabelo, roupa, sapato e bolsa. Além disso, uma de suas amigas, também acabou sendo alvo dos respingos dos excrementos.

Assustadas e em desespero, as estudantes saíram aos prantos em direção a um banheiro mais próximo. “Fomos nos limpar, mas ficamos muito revoltadas, porque pagamos nossos cursos, esperando não viver aqueles problemas de escola pública”, disse a estudante atingida.

Minutos depois, as jovens foram abordadas por universitários que acionaram funcionários do local para amparar as vítimas. “A faculdade prestou toda a assistência e eu cheguei até a tomar banho e trocar de roupa no local”, explicou a jovem.

Nenhuma das garotas conseguiu identificar o suspeito por jogar essas substâncias e, de acordo com a vítima, não havia mais ninguém no corredor no momento da ação. Os excrementos teriam sido jogados do segundo andar do prédio.

“Não fazemos ideia de quem possa ter sido, não sabemos nem ao certo se as pessoas que foram nos amparar tinham mesmo boa intenção ou se foram elas mesmo quem fizeram essa sacanagem”, disse a estudante, que não quis registrar boletim de ocorrência.

Em nota, a Faculdade Unilago informou que tem prestado o socorro e atendimento necessário às vítimas dos ataques. Ainda segundo a nota, como medidas preventivas, a universidade aumentou o número de câmeras de segurança instaladas e colocou funcionários à paisana para observar ocorrências suspeitas nos prédios.

Segundo a faculdade, o acesso ao prédio só é permitido com a apresentação da carteira de estudante ou por meio de identificação prévia. A Unilago salientou, ainda, intolerância a esse tipo de ação e informou que as autoridades policiais foram acionadas por meio de boletim de ocorrência para investigar o caso.

Dois casos em junho

Em junho, em duas ocasiões, estudantes foram alvos de dejetos dentro da universidade. No dia 12, uma universitária procurou a polícia após ter sido atingida por urina enquanto passava pelo corredor da faculdade. A jovem de 21 anos informou ter ficado encharcada pelo líquido.

“Nesse corredor há várias janelas. Uma delas é de uma sala desativada e parece que foi de lá que veio”, afirmou, à época. Ela informou o caso a uma coordenadora da unidade e não pôde fazer uma prova que estava marcada para aquele dia.

Uma semana depois, no dia 21, uma folha de papel cheia de fezes foi jogada em um corredor da faculdade e uma estudante teve a roupa atingida por excrementos. À época, a faculdade divulgou comunicado: “teremos seguranças à paisana para encontrar quem está jogando material líquido e sólido nas rampas entre os prédios e nas pessoas que circulam no térreo”.
Por enquanto, não foi comprovada ligação entre os casos.

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